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NOS Primavera Sound 2019 //
Concerto com a banda Fucked Up
7 Junho 2019
Photo Report by Hugo Adelino, Luís Sousa, Hugo Rodrigues e Sofia Mota



No ar sentia-se o típico frenesim da multidão que esperava um concerto imperdível. Ao longe ouviam-se as batidas abafadas de outros concertos nos restantes palcos do NOS Primavera Sound, mas sabíamos que, ali, o público era fiel ao hardcore punk e não ia deambular pelo recinto.

Às 22h15 do dia 7 de junho de 2019, quem estava no Palco SEAT ansiava pela sonoridade estridente dos Fucked Up, e pela voz retumbante do inesquecível vocalista Damian Abraham. O espanto substituiu a ânsia quando, em vez da banda canadiana, viram em palco cinco guitarristas, dois baixistas, um baterista e um ror de vocalistas. Subimos ao palco com 20 membros da Escola do Rock de Paredes de Coura, ocupámos os microfones, as guitarras, os baixos e a bateria e, entre aplausos e assobios, começámos a tocar os primeiros acordes de “Queen of Hearts”.

Este tema, incluído no álbum “David Comes to Life” dos Fucked Up, fez parte do repertório da Escola do Rock 2018. Uma outra versão foi posteriormente criada por nós durante uma residência, em janeiro de 2019, com o coro feminino “Coura Voce”, aliando o punk rock a um coro de 30 vozes.

Depois de tudo isto, as redes sociais vieram dar-nos uma ajuda... Num dos ensaios, filmámos uns segundos da nossa versão e publicámos no Instagram com o objetivo de promover o concerto do dia seguinte, em Paredes de Coura. Minutos depois, já tínhamos um feedback muito positivo e a partilha do nosso vídeo no Instagram da banda canadiana.

Numa entrevista à Lusa, Josh Zucker, guitarrista dos Fucked Up, descreveu com entusiasmo a primeira vez que viram esta versão da sua música: “Era um vídeo de uns 40 ou 50 miúdos num campo de rock no Norte de Portugal, a fazer 'covers' das nossas músicas, com guitarristas, violinistas, bateristas, uma banda completa. Fizeram um trabalho excecional”. Surpreendidos pelo nosso trabalho, decidiram convidar-nos para abrir o seu concerto no NOS Primavera Sound. Nas mesmas declarações, Zucker afirmou que estavam “muito ansiosos” e que era “uma grande honra” ser a Escola do Rock a abrir o concerto.

No segundo dia do festival lá estava a Escola do Rock pronta para arrancar o concerto dos Fucked Up. Que enorme emoção enquanto cantávamos em coro o início de “Queen of Hearts” e vibrávamos com o entusiasmo do público! E foi ainda melhor quando, como o furacão de energia que é, entrou em palco Damian Abraham e se juntou a nós. O resto da banda também se juntou, mas teve de esperar que acabássemos de tocar, porque tínhamos roubado todos os microfones disponíveis. Ficaram todos no palco a animar o público e a vibrar connosco. Um momento inesquecível, de pura adrenalina e orgulho para a Escola do Rock, que podem rever aqui:












︎Apesar de este não ser "um sinal de que o punk não está morto", porque há "muito melhores exemplos" do que Fucked Up, disse Zucker, este é um momento "elogiador", pela forma como [os alunos da Escola do Rock] "criaram partituras de música punk de três acordes, com uma banda completa que explora não só a superfície mas também outras camadas". ︎

Diário de Notícias/Lusa (07-06-2019)






︎Na abertura do concerto, o sexteto canadiano contou em palco com uma série de jovens músicos e cantores da Escola do Rock de Paredes de Coura que interpretaram «Queen of hearts», naquela que foi a melhor demonstração que o Primavera Sound teve de como não é preciso ir buscar estilos e géneros musicais da moda para atrair as novas gerações. Elas já estão em palco, quanto mais nas plateias!

Foi, provavelmente, o momento mais bonito de todo o festival, apesar da rudeza sonora. Mas, porra, é disso mesmo que o povo do rock gosta!︎

Mundo de Músicas (Pedro Vasco Oliveira, 13-06-2019)






︎ Se guardar os trunfos para o fim é o mais normal, os Fucked Up decidiram quebrar essa regra e surpreender quem se juntava no palco SEAT para os ver. À hora marcada, em vez dos canadianos subiu ao palco um grupo de alunos da Escola do Rock de Paredes de Coura e tocaram uma cover da banda que, no final da aplaudida performance surpresa, então subiu ao palco (...)︎

ALTAMONT (Beatriz Negreiros e Carlos Lopes, 08-06-2019)






︎ Mas a abertura das hostilidades começaria com os petizes da Escola do Rock de Paredes De Coura para a primeira canção. Mais guitarras do que conseguíamos contar, alturas variáveis, vocalistas para competir em número com os Bang Camaro, o palco só precisava de mais um0 ingrediente. E eis que surge, no papel de Jack Black em School Of Rock, um canadiano endiabrado, seu nome, Damian Abraham.︎

Arte-Factos (Jorge De Almeida, junho 2019)






︎ Pelo meio ainda houve uma grande passagem pelo palco SEAT por parte dos canadianos Fucked Up, que uma vez mais brindaram o público português com o seu hardcore superdivertido, e que até contaram, desta vez, com a participação da Escola do Rock Paredes de Coura. Melhor do que isto só se tudo tivesse ocorrido num espaço mais intimista (que saudades da Tenda Pitchfork).︎

WAV (Jorge Alves, 02-07-2019)






︎Para este espetáculo em particular, no NOS Primavera Sound, os canadianos tocaram um dos seus temas acompanhados pela Escola do Rock de Paredes de Coura, nascida em 2014 e com uma atuação no festival da vila com o mesmo nome no seu currículo (...). Quinze pessoas em palco, para além dos próprios Fucked Up. Tudo por uma questão de diversão, ou para provar que o espírito de comunidade não pode morrer tão depressa, independentemente daquilo que se tem vindo a passar no mundo.︎

Sapo 24 (Paulo André Cecílio, 19-06-2019)






︎ A entrada com um número assinalável de adolescentes à guitarra caiu bem no público. E pela primeira vez este ano até se viu um núcleo circular de ‘moche’. ︎

Global News (João Arezes, 08-06-2019)